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quarta-feira, 30 de março de 2011

José Alencar homem justo e verdadeiro

Um homem com grandíssimo amor a vida!!!


É com muita tristeza que escrevo estas palavras.

Nascido em 17 de outubro de 1931, em Muriaé, na zona da mata mineira, nosso ex vice presidente José Alencar começou a trabalhar muito cedo aos 14 anos já trabalhava como vendedor, ele sempre lutou para conquistar todas as coisas que hoje ele possuía, e sem passar por cima de ninguém, ele era ele mesmo, homem simples e de bom coração. Vendo uma entrevista dele, ele comentou que seu pai certa vez falou que para o homem é bom voltar, voltar para onde? ter para onde voltar, voltar para casa, voltar para a família e ele fez valer as palavras do seu pai.
José Alencar passou por muitas lutas e triunfos na sua vida, porém ele nunca deixou a doença tirar o sorriso do seu rosto, homem que certamente estava sentindo muita dor, que para outros seria motivo de parar tudo, ele pelo contrario continuou lutando deixando a dor de lado e lutando pela sua vida e pelo povo brasileiro. Homem que sofreu em pensar que o povo brasileiro não tinha acesso ao tratamento que ele estava tendo, muitos morriam sem mesmo se tratar. Homem alegre e feliz, nunca foi só um politico mas um homem de alma que lutou até o fim, um politico que sempre apoiou o povo, ele sempre ia a luta, ele nunca foi um politico que se fazia, abraçava o pobre e depois pegava um lencinho para se limpar, o povo neste momento sente a perda desse homem exemplar republicano que mesmo doente vestiu a camisa do seu pais.
Porém só posso afirmar que neste momento o povo não aprendeu a dizer adeus, fica aqui as experiências que nos marcam para o resto das nossas vidas.
José Alencar 1831- 2011





Fonte da foto: Jornal O Dia - Firjan

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Brasileiros ilhados em país mergulhado na barbárie

Fonte:Jornal O Dia Online


Aviões são proibidos de chegar à Líbia para resgatar trabalhadores de empresas do Brasil


Rio - O risco de guerra civil na Líbia é cada vez maior e ameaça cerca de 600 brasileiros que vivem no país norte-africano. Ontem, a revolta popular contra a ditadura de Muammar Khadafi chegou à capital, Trípoli. Há relatos de que militares teriam massacrado manifestantes com bombardeios aéreos. Na cidade de Benghazi, onde a situação é mais dramática, há 123 brasileiros. Entre eles, um carioca e sua família, isolados numa casa com cerca de 50 pessoas. Comida e água já começam a ficar escassas.
Foto: Arquivo pessoal
Roberto está com os filhos, Bernardo e Marina, e a mulher, na cidade em que o conflito é mais violento | Foto: Arquivo pessoal
Quase todo o grupo nesta cidade é de funcionários da construtora Queiroz Galvão. Até ontem à noite, o destino dos brasileiros permanecia incerto, uma vez que o governo fechou o espaço aéreo de Trípoli. Em toda a Líbia, os choques entre militares e manifestantes já teriam matado cerca de 400 pessoas. 

Corpos nas ruas

Ontem, a emissora de TV ‘Al Jazeera’ mostrou imagens de ruas de Benghazi, com corpos carbonizados, baleados, mutilados e esquartejados. É lá que está o biólogo carioca Roberto Roche Moreira, 52 anos, que há dois anos participa de obras de infraestrutura pela Queiroz Galvão no local. Com ele estão a mulher, Débora Kloeppel, e os filhos Bernardo, 5, e Marina, 16.

Segundo a jornalista Mariana Moreira, 27, filha de Roberto que está no Brasil, o grupo foi levado domingo para esta casa, na expectativa de embarcar para Trípoli. “Mas eles não conseguem sair porque as ruas estão tomadas de manifestantes, alguns armados de pedras e paus”, diz Mariana.

A Queiroz Galvão chegou a fretar voo para ir a Trípoli e, depois, voltar ao Brasil com os funcionários, mas militares que controlam o aeroporto não permitiram o resgate. Com dificuldades de contatar parentes — a Internet não funciona e os celulares só recebem ligação —, familiares no Brasil estão desesperados e pedem agilidade ao governo brasileiro.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o embaixador do Brasil em Trípoli, George Ney de Souza, pediu ao governo líbio que autorize a aeronave fretada a fazer o resgate. Ainda não há planos para que seja enviado avião da FAB, como pedem alguns dos brasileiros na Líbia.

Renúncias em série

O ministro da Justiça líbio, Mustafa Mohamed Abud Al Jeleil, e diplomatas no exterior renunciaram aos cargos devido ao uso excessivo de violência contra manifestantes. Militares na fronteira com o Egito estariam desertando e indo para o país vizinho, em que a ditadura de Hosni Mubarak foi derrubada há pouco mais de uma semana. Dois militares teriam fugido para Malta com seus caças por se recusarem a combater os protestos. Prédios do governo e da TV estatal foram incendiados. Coalizão de líderes muçulmanos líbios declarou que é “obrigação de todo muçulmano se rebelar contra o governo”.
Com Agências Internacionais