terça-feira, 13 de setembro de 2011

FURG: I JORNADA GAÚCHA DE HISTÓRIA AMBIENTAL E XV SEMANA ACADÊMICA DE HISTÓRIA


A I Jornada Gaúcha de História Ambiental e XV Semana Acadêmica de História, que serão realizadas nos dias 26 e 27 de setembro no auditório 03 do CIDEC-SUL da FURG, Campus Carreiros, contam com a presença do conferencista prof. Dr. Marcos Fábio Montysuma da UFSC que em sua trajetória de lutas ambientais com Chico Mendes (Francisco Alves Mendes Filho) tem não somente um olhar acadêmico sobre a problemática da relação História e ambiente, mas principalmente militante sobre a preservação ambiental. 

Nesse ano de 2011, a XV Semana Acadêmica de História promovida pelo Instituto de Ciências Humanas e da Informação – ICHI, os Cursos de História e o Centro Acadêmico de História: Angelina Gonçalves, propõe a ampliação dos debates sobre História e Ambiente. Dessa forma, nessa XV edição apresenta juntamente em sua programação a I Jornada Gaúcha de História Ambiental, com vistas a evidenciar as possibilidades de pesquisa histórica no campo dos estudos sobre as relações entre o homem e o ambiente. Essa iniciativa corrobora com a proposta dos cursos de História da FURG que no ano de 2009 implementou uma reforma curricular, através da qual foram criadas duas ênfases formativas no Bacharelado em História, com vistas a ampliar a formação dos estudantes. As duas ênfases foram criadas com o objetivo de que o bacharelado oferecesse uma proposta ampla de atuação nos campos de intervenção social e para tanto foram criadas duas ênfases dentro de seu currículo: a primeira em Patrimônio Histórico e Cultural: a qual visa oferecer ao bacharel em história um campo de atuação junto às propostas de estudo e preservação do patrimônio material e imaterial produzido pelas sociedades; a segunda em Patrimônio Socioambiental que visa preparar o historiador para a intervenção no campo da preservação, pesquisa e estudo do meio ambiente e principalmente das formas como o homem vem se relacionando com o mesmo. Essa segunda ênfase tem como eixo formativo as disciplinas específicas dessa ênfase como: Educação ambiental, História Ambiental e outras. No entanto, tem-se percebido que se faz necessária uma maior intervenção no campo da pesquisa e da produção de trabalhos e atividades didáticas que amplie a participação dos discentes nos projetos em Patrimônio Socioambiental, de forma que eles percebam as possibilidades de atuação e intervenção social nesse campo. Sendo assim, a XV Semana acadêmica de História e a I Jornada de Historia Ambiental propõem nos dias 26 e 27 de setembro um encontro no qual serão debatidos os novos caminhos das pesquisas sobre patrimônio socioambiental e história ambiental.

O site do evento para inscrições é http://cahis.no.comunidades.net

As inscrições para comunicadores estarão abertas até 16/09 e para ouvintes até dia 26/09




Programação

XV Semana Acadêmica e I Jornada Gaúcha de História Ambiental

Fiquei muito feliz hoje quando vi que saiu no Click RBS a reportagem da semana acadêmica que estamos na correria na organização.

Matéria

Abertas inscrições para Jornada Gaúcha de História e Semana Acadêmica do curso

A 1ª Jornada Gaúcha de História Ambiental e a 15ª Semana Acadêmica de História da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) estão com inscrições abertas pelo site http://cahis.no.comunidades.net. As inscrições para comunicadores devem ser feitas até sexta-feira, 16, e para ouvintes até dia 26. Os eventos serão realizados nos dias 26 e 27 de setembro, no auditório 03 do Cidec-Sul, no Campus Carreiros. Serão debatidos os novos caminhos das pesquisas sobre patrimônio socioambiental e história ambiental.
Está confirmada a presença do conferencista prof. dr. Marcos Fábio Montysuma da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que em sua trajetória de lutas ambientais com Chico Mendes (Francisco Alves Mendes Filho) tem não somente um olhar acadêmico sobre a problemática da relação História e ambiente, mas principalmente militante sobre a preservação ambiental.
A promoção é do Instituto de Ciências Humanas e da Informação (ICHI), cursos de História e Centro Acadêmico de História Angelina Gonçalves. Como novidade neste ano, a realização da Jornada Gaúcha de História Ambiental pretende evidenciar as possibilidades de pesquisa histórica no campo dos estudos sobre as relações entre o homem e o ambiente.
Mais informações: http://cahis.no.comunidades.net.

domingo, 8 de maio de 2011

Origem do Dia das Mães remete à Grécia Antiga

Fonte: Blog da Dilma


No Brasil, o Dia das Mães é comemorado sempre no segundo domingo de maio, de acordo com decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas. Os primeiros indícios de comemoração da data são encontradas ainda na Grécia Antiga. Os gregos prestavam homenagens à deusa Rhea, mãe comum de todos os seres. Nesse dia, os gregos faziam ofertas, dando presentes, além de prestarem homenagem à deusa.
Os romanos também faziam este tipo de celebração. Em Roma, durava cerca de 3 dias (entre 15 a 18 de março) a festa em homenagem a Cibele, mãe dos deuses.
A comemoração tomou um caráter cristão ainda nos primórdios do cristianismo. A celebração era realizada em homenagem à Virgem Maria, mãe de Jesus.
No princípio do século XX, a história conta que uma jovem norte-americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e, consequentemente o Dia das Mães, se alastrou por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio.
Após essa iniciativa, muitos outros países seguiram o exemplo e incluíram o Dia das Mães no calendário.
A comemoração espalhou-se pelo mundo, ganhando caráter comercial. O Dia das Mães é visto pelo comércio como o “segundo Natal do ano” devido ao grande aumento das vendas.

quarta-feira, 30 de março de 2011

José Alencar homem justo e verdadeiro

Um homem com grandíssimo amor a vida!!!


É com muita tristeza que escrevo estas palavras.

Nascido em 17 de outubro de 1931, em Muriaé, na zona da mata mineira, nosso ex vice presidente José Alencar começou a trabalhar muito cedo aos 14 anos já trabalhava como vendedor, ele sempre lutou para conquistar todas as coisas que hoje ele possuía, e sem passar por cima de ninguém, ele era ele mesmo, homem simples e de bom coração. Vendo uma entrevista dele, ele comentou que seu pai certa vez falou que para o homem é bom voltar, voltar para onde? ter para onde voltar, voltar para casa, voltar para a família e ele fez valer as palavras do seu pai.
José Alencar passou por muitas lutas e triunfos na sua vida, porém ele nunca deixou a doença tirar o sorriso do seu rosto, homem que certamente estava sentindo muita dor, que para outros seria motivo de parar tudo, ele pelo contrario continuou lutando deixando a dor de lado e lutando pela sua vida e pelo povo brasileiro. Homem que sofreu em pensar que o povo brasileiro não tinha acesso ao tratamento que ele estava tendo, muitos morriam sem mesmo se tratar. Homem alegre e feliz, nunca foi só um politico mas um homem de alma que lutou até o fim, um politico que sempre apoiou o povo, ele sempre ia a luta, ele nunca foi um politico que se fazia, abraçava o pobre e depois pegava um lencinho para se limpar, o povo neste momento sente a perda desse homem exemplar republicano que mesmo doente vestiu a camisa do seu pais.
Porém só posso afirmar que neste momento o povo não aprendeu a dizer adeus, fica aqui as experiências que nos marcam para o resto das nossas vidas.
José Alencar 1831- 2011





Fonte da foto: Jornal O Dia - Firjan

sábado, 26 de março de 2011

Jango e a Legalidade

Durante a recente interiorização do Governo do Rio Grande do Sul na cidade de São Borja, berço do trabalhismo no Brasil, o Governador Tarso Genro oficializou a criação de comissão em alusão ao aniversário de cinqüenta anos da campanha da Legalidade. Na condição de representante do Presidente Jango, sinto-me honrado em fazer parte deste grupo de trabalho que tem o dever de propor um calendário comemorativo de um movimento que marcou a história de nosso país.

Vale recordar, em tempo, que ao renunciar a presidência da república no dia 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros surpreendeu a toda a população brasileira. Os três ministros Militares, Odílio Denis, Grun Moss e Silvio Heck, imediatamente tornaram pública sua posição de não permitir que João Goulart assumisse a Presidência da República que a Constituição de 1946 lhe garantia. O golpe era iminente, pois impedir a posse do vice-Presidente eleito pelo voto direto significava rasgar nossa carta Magna.

Nesse momento surge a liderança do Governador Brizola, que mobilizou todo nosso Estado em prol da posse de Jango, falando ao povo pela rádio e iniciando o movimento denominado a rede da Legalidade. Em 27 de agosto de 1961, através do rádio, Brizola faz o seguinte discurso: “Cumpre-nos reafirmar nossa inalterável posição ao lado da legalidade constitucional. Não pactuaremos com golpes ou violência contra a ordem constitucional e contra as liberdades públicas”. Assim sendo, entrou para a história, com méritos, por ser o personagem principal da Legalidade.

Mas e qual o papel de João Goulart neste movimento? Se por um lado, o Governador Brizola protagonizava no Rio Grande do Sul um dos maiores atos político de resistência de nossa história, Jango articulava uma forma de evitar um confronto direto com as forças armadas e com os setores conservadores do Brasil. Naquele momento em que a legalidade de Brizola ganhava espaço no país inteiro, João Goulart preferiu assumir a Presidência da

República sob o manto do regime parlamentarista, aceitando a limitação de seus poderes presidencialistas.

Entre a possibilidade real de assumir a presidência em seus plenos poderes sem aceitar concessões, utilizando-se da truculência, quem sabe até fechando o Congresso Nacional, Jango preferiu pacificar a acirrar ódios, preferiu harmonizar a estimular ressentimentos. O fato é que ao optar por não levar adiante o ímpeto que tomava conta do Rio Grande do Sul, talvez tenha evitado uma Guerra Civil no Brasil.

De nossa parte, atuando na Comissão da Legalidade ora oficializado pelo Governador Tarso Genro, estaremos sempre lembrando o perfil conciliador, pacífico e democrático de João Goulart, que queria ver sim em seu Governo as profundas reformas estruturais do Estado brasileiro, mas sempre pela via do diálogo. Teria este sido um erro? A história há de julgar.

Christopher Goulart

Presidente do Memorial João Goulart

Jango: o Golpe e a saudades do que ficou para trás.

publicada em 26 de março de 2011

Sempre que se aproxima mais um 1° de abril, ano a ano vamos nos distanciando daquele 1964 e aproximando-nos de 2014, onde teremos nós brasileiros de fazer uma profunda reflexão histórica da lembrança dos 50 anos após, e ainda sentirmos o reflexo maligno produzido pelo Golpe de Estado, dado não contra Jango, mas contra a Constituição brasileira, contra o povo e contra as “Reformas de Base” que transformariam a economia de nosso país produzindo tal vez o maior avanço social que este país necessitava.
Como mudam os aspectos e as lembranças?
È só voltarmos um pouco na história e relembrar naquele ano a posse tumultuada do então Vice-Presidente por estar abrindo, em viagem oficial em agosto de 1961 o mercado da China para o Brasil; quase impedido constitucionalmente de assumir a presidência por estar no país comunista-Maoísta e ser recebido pelo próprio Mao quando da renúncia, ainda hoje não bem explicada, do Presidente Jânio Quadros.
Era uma ofensa aos bons costumes das elites aristocráticas do país, um vice-presidente brasileiro estar na China comunista, onde dizia a direita "comiam criancinhas" por lá, e poder assumir o cargo constitucional de Presidente da República, mesmo eleito para isto como determinava a nossa Constituição.
Nixon, o presidente americano, dez anos depois da viagem de Jango, teve que botar a cartola embaixo do braço e visitar a China, pois não podia mais ignorar o mercado consumidor e a potencialidade econômica daquele país, tendo que engolir a exigência de reconhecer Taiwan como província rebelde e estabelecer o comercio bilateral China-EUA.
Que visão teria Jango naquele momento?
A de construir para o Brasil uma alternativa comercial de independência econômica do eixo americano e dar potencialidade a economia nacional com outros parceiros no desenvolvimento de relações globais.
Tudo isto foi ignorado quando construiu-se um argumento para não lhe darem posse:
se tinha estado por lá, era por que era comunista.
Hoje o Mundo mudou.
Hoje o maior credor dos títulos públicos americanos é o Governo da China.
Hoje o maior parceiro comercial do Brasil é a China, superando inclusive o comercio bilateral BRASIL-EUA.
Não bastassem essas acusações levianas e de cunho político, sabiam as elites que Jango era um árduo defensor dos trabalhadores e assim o tinha demonstrado quando em 1953, apesar de ter que deixar o Ministério do Trabalho de Vargas, legou patente os 100% de aumento no salário mínimo, conquista até hoje refletida no atual salário mínimo nacional, pois ainda traz embutida aquela correção.
Após muita discussão a respeito da posse e depois do memorável Movimento da Legalidade produzido e conduzido pelo então governador Leonel de Moura Brizola no Rio Grande do Sul, Jango consegue assumir através da emenda adicional N° 4, tirada dos porões do Congresso Nacional o regime parlamentarista, em uma manobra casuística, para tirar poderes constitucionais das mãos do Presidente Jango que sem dúvidas assumiria o comando da Nação levando consigo o seu compromisso com a classe trabalhadora do país.
Jango não traiu seus compromissos.
Depois de algum tempo de parlamentarismo parte para o plebiscito nacional pedindo a volta do presidencialismo.
Era início de 1963 quando o povo brasileiro em memorável consulta devolve a Jango os poderes presidencialistas com mais de 83% favoráveis ao SIM.
O Presidente João Goulart parte então para a transformação da sociedade brasileira através da proposta das “Reformas de Base”.
Constituem-se elas na Reforma Agrária, na Reforma Educacional, na Reforma Urbana, na Reforma Bancaria, no controle da Remessa de Lucros das empresas estrangeiras para suas matrizes, e na desapropriação das refinarias de petróleo passando o controle da exploração e refino para as mãos da PETROBRAS, fundada pelo governo Vargas da qual Jango era herdeiro político.
“Mais uma vez” como pregava a Carta Testamento às forças da reação tornaram-se contra os interesses populares e começava então a conspiração para a derrubada do governo constitucional do Presidente Jango.
A união das forças civis e militares conservadoras de nosso país unem-se com os interesses multinacionais e exploradores do povo brasileiro e Latino-americano programando em 1964 o Golpe de Estado, financiado pela CIA e o Governo americano que posteriormente alastrou-se como dominó por todos os países democráticos da América do Sul servindo os interesses dos capitais internacionais.
Acusado mais uma vez de comunista, Jango caiu.
 Mas caiu de pé, pois hoje, quase cinqüenta anos depois, vemos os exemplos comerciais que Jango queria instalados independentemente de colorações ideológicas.
Lamentavelmente  ainda pairam sobre nós os interesses das elites,  não  nos permitndo  ainda a distribuição de renda pretendida por Jango para a nossa população menos favorecida e nem tampouco permitindo o acesso ao crédito controlado pelo excessivo abuso dos banqueiros, de lucros escorchantes, encima de taxas SELIC de mais de 10% anuais sobre uma dívida interna superior ao trilhão de reais, que o Governo do Brasil tem de pagar religiosamente, suprimindo assim a sua capacidade de investir no desenvolvimento social da Nação.
Relembrar todos os 1° de abris a queda de Jango é relembrar de um patriota que morreu no exílio lutando por um país mais justo, mais solidário, mais digno para com seus cidadãos mais humildes, mais equitativo e com mais oportunidades para os mais desamparados, mais nosso, mais soberano e principalmente mais livre.
A saudade existe, quando existe a vontade de relembrar os valores perdidos, os valores a serem lembrados e reconquistados, os valores dignos dos homens que ficaram pelo caminho lutando por uma sociedade mais justa, com atitudes certas no momento histórico oportuno.
Estes valores sim são dignos de serem lembrados.
Lembro-me no exílio quando jornalistas americanos da revista "Time" perguntaram a Jango: - "O Sr. Presidente não acha que não era ainda a hora das reformas?"
Ao que Jango respondeu: "Se achasse os Srs. tenham certeza não me encontrariam aqui no exílio".
Só sentindo estas saudades do que ainda temos a fazer é que devemos lembrar todos os primeiros de abris, para que nunca mais existam, para que nunca mais aconteçam.
 
 
                                                               João Vicente Goulart
                                                          Diretor do IPG Instituto Presidente João Goulart

Fonte: recebido por e-mail

sexta-feira, 11 de março de 2011

Dilma envia ministro a Estados afetados pelas chuvas

Fonte: Jornal Agora


A presidenta Dilma Rousseff (PT) telefonou na manhã desta quinta-feira para os governadores de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul e do Maranhão para pedir informações sobre os estragos causados pelas chuvas e como o governo federal pode ajudar os Estados. No Centro-Oeste, as chuvas causaram perdas ao agronegócio, além de deixar cidades ilhadas pela queda de pontes e destruição de Estradas. O nível dos rios continua a subir. Segundo o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, a presidenta determinou ao ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) que viaje aos locais afetados.

No distrito de Guariba, a 15 km do centro da cidade mato-grossense de Colniza, pelo menos 8.000 moradores estão isolados. Segundo a Defesa Civil do Estado, cinco cidades da região norte já decretaram situação de emergência. Em Mato Grosso do Sul, as enchentes dos rios na região do Pantanal fizeram quatro cidades decretarem estado de emergência e há 52 mil afetados.

A Presidência não se manifestou inicialmente sobre outros Estados que sofrem com as chuvas. No Espírito Santo, pelo menos 2.500 pessoas fora afetadas pelas chuvas, enchentes e deslizamentos. No Rio Grande do Sul, pelo menos 200 famílias tiveram que deixar suas casas e outras 300 estão ilhadas. As chuvas provocaram ainda a interdição da BR-116 entre as cidades de são Lourenço do Sul e Turuçu, no sul do Estado.

Defesa Civil conta com ajuda militar para atender vítimas da chuva

Fonte: Jornal Agora



Devido ao grande volume de chuva registrada no Município e aos alagamentos causados em alguns pontos da cidade, o Comitê Municipal de Defesa Civil do Rio Grande formado por Prefeitura, Plano de Auxílio Mútuo (PAM), Marinha, Brigada Militar, Exército e Corpo de Bombeiros esteve reunido para avaliar os prejuízos e planejar ações estratégicas e planos de emergência para atender as vítimas. Ao todo, foram formadas oito equipes que se dividiram pela cidade. O trabalho de atendimento às vitimas, que teve início por volta das 9h, foi realizado por militares da Marinha, Exército, Corpo de Bombeiros e Brigada Militar e com a ajuda de caminhões e botes. Enquanto isso, equipes da Secretaria de Obras e Viação e de Serviços Urbanos atuavam na desobstrução das ruas e valetas. A situação só foi controlada por volta das 18h.


 
Marinha do Brasil
A Marinha do Brasil, através do 5° Distrito Naval do Rio Grande, também está empenhado na realização de apoio às cidades de São Lourenço do Sul e Turuçu, solicitados pela Defesa Civil do Estado.
Até a tarde de hoje, 10, estavam sendo empregados os seguintes meios: o Navio-Patrulha Benevente com 2 botes do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Sul; 1 lancha, 1 viatura e 1 bote da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul; 1 caminhão, 1 ônibus e 1 bote do Grupamento de Fuzileiros Navais do Rio Grande, 2 ônibus da Estação Naval do Rio Grande; e cerca de 40 militares. Além destes meios, uma aeronave Esquilo Monoturbina AS350, do Esquadrão HU-5, iniciou o sobrevoo das regiões afetadas, a fim de apoiar as ações desencadeadas pela Defesa Civil

SOS SÃO LOURENÇO DO SUL

Fonte: FURG

A Universidade Federal do Rio Grande (FURG) pede a colaboração da comunidade acadêmica e da sociedade em geral para fazerem doações de roupas, alimentos não perecíveis, água mineral, material de limpeza e higiene para a comunidade de São Lourenço do Sul. Cem por cento da população está sem água potável, devido a problemas de energia elétrica que impedem o bombeamento do sistema de água. As doações devem ser entregues no prédio da Reitoria, Campus Carreiros.

Quem residir em Rio Grande e não puder se deslocar até o Campus Carreiros, pode entrar em contato com a Reitoria pelos telefones 3233 6730 e 3233.6823 ou ainda pelo email reitoria@furg.br, para busca dos donativos em domicílio.

A Universidade, que conta com um Campus na cidade de São Lourenço, tem participação ativa na sociedade local e conta com a ajuda da comunidade rio-grandina na assistência das famílias atingidas pela forte chuva que ocorreu no dia de hoje em toda a metade sul do estado.

Vários alunos da FURG em São Lourenço estão desabrigados e o Campus no município está servindo de base da Brigada Militar.

Com 8 mortes, cidade do RS decreta calamidade por chuva

Fonte: Portal Terra



A cidade de São Lourenço do Sul (164 km de Porto Alegre) decretou na tarde desta quinta-feira estado de calamidade pública por causa das chuvas que atingem o Rio Grande do Sul. Até as 17h15, a Defesa Civil confirmava oito óbitos, sendo que cinco foram identificados. Os bairros mais atingidos são Centro, Lomba, Barrinha e Navegantes.
De acordo com o decreto, a precipitação chegou a 446 mm, o volume de água afetou cerca de 50% da zona urbana e o nível do rio São Lourenço aumentou em 3 m. A prefeitura autorizou ainda a convocação de voluntários para ajudar ações para minimizar os efeitos da cheia. O decreto vale por 90 dias, prorrogáveis por mais 180.
O governador Tarso Genro (PT) irá ao município na sexta-feira. O chefe do Executivo disse que a Defesa Civil está autorizada a tomar todas as medidas imediatas para o atendimento à população. A administração estadual disponibilizou dois helicópteros que trabalham nos resgates.
A forte precipitação causou problemas também no trânsito. A Polícia Rodoviária Federal recomenda aos motoristas que queiram transitar entre Porto Alegre e o sul do Estado, tomem como alternativa à BR 116, as BRs 290 e 392. De acordo com a PRF, o desvio aumenta em cerca de 200 km a distância da viagem.
A Ecosul, que administra a BR-116 na região, disse no final da manhã que parte da ponte sobre o Arroio Pinto havia caído enquanto equipes da concessionária trabalhavam na recuperação da cabeceira da estrutura. Os trabalhadores "foram surpreendidos por um novo evento, de proporções maiores", afirmou a Ecosul, em nota. Equipes da concessionária foram ao local para avaliar as consequências do acidente.
Ajuda
A Defesa Civil do Estado prepara um caminhão com 800 colchões, kits limpeza e dormitório, além de cestas básicas que serão levados para o alojamento dos desabrigados, montado no Ginásio do Esporte Clube São Lourenço.
Segundo a prefeitura de Pelotas (município próximo a São Lourenço do Sul), a Secretaria de Cidadania e Assistência Social montou um posto de arrecadação de donativos. Eles podem ser entregues das 8h às 17h, no plantão social da secretaria, situado no prédio da pasta (rua Marechal Deodoro, 404). Podem ser doados roupas, colchões, alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal, material de limpeza, fraldas descartáveis e principalmente água mineral.

Menino é 7ª vítima fatal das chuvas no RS, diz Defesa Civil

Cavalo é abrigado em embarcação após enxurrada. Foto: Nabor Goulart/Agência Freelancer/Especial para Terra
Cavalo é abrigado em embarcação após enxurrada em São Lourenço
Foto: Nabor Goulart/Agência Freelancer/Especial para Terra


Foi localizado na manhã desta sexta-feira o corpo de um menino de 12 anos levado pela enxurrada que devastou o município de São Lourenço do Sul, a 164 km de Porto Alegre (RS), na madrugada de ontem. De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, esta é a sétima vítima fatal das chuvas que atingiram o sul do Estado.
Ontem, a Defesa Civil havia confirmado oito óbitos, mas a informação foi corrigida nesta sexta-feira. Ainda na tarde de quinta-feira, a prefeitura de São Lourenço do Sul decretou estado de calamidade pública. Os bairros mais atingidos são Centro, Lomba, Barrinha e Navegantes.
De acordo com o decreto, o município chegou a acumular 446 mm de chuva. O volume de água afetou cerca de 50% da zona urbana e o nível do rio São Lourenço aumentou em 3 m. A prefeitura autorizou ainda a convocação de voluntários para ajudar ações para minimizar os efeitos da cheia. O decreto vale por 90 dias, prorrogáveis por mais 180.
O governador Tarso Genro (PT) irá ao município nesta sexta-feira. O chefe do Executivo disse que a Defesa Civil está autorizada a tomar todas as medidas imediatas para o atendimento à população. A administração estadual disponibilizou dois helicópteros que trabalham nos resgates.
A forte precipitação causou problemas também no trânsito. A Polícia Rodoviária Federal recomenda aos motoristas que queiram transitar entre Porto Alegre e o sul do Estado, tomem como alternativa à BR 116, as BRs 290 e 392. De acordo com a PRF, o desvio aumenta em cerca de 200 km a distância da viagem.
A Ecosul, que administra a BR-116 na região, disse no final da manhã de ontem que parte da ponte sobre o Arroio Pinto havia caído enquanto equipes da concessionária trabalhavam na recuperação da cabeceira da estrutura. Os trabalhadores "foram surpreendidos por um novo evento, de proporções maiores", afirmou a Ecosul, em nota. Equipes da concessionária foram ao local para avaliar as consequências do acidente.


Fonte: Portal Terra

Chuva desabriga famílias e interdita rodovias no sul do RS

Fonte:Portal Terra

Uma mulher de 76 anos morreu por causa da chuva em São Lourenço do Sul

. Foto: Carlos Queiroz/Agência Freelancer/Especial para Terra
A Defesa está concentrada nos resgates e atendimento aos feridos
Foto: Carlos Queiroz/Agência Freelancer/Especial para Terra



A chuva intensa que caiu sobre municípios da metade sul do Rio Grande do Sul na tarde de quarta-feira e na madrugada desta quinta-feira deixou famílias desabrigadas e interditou as rodovias Porto Alegre-Pelotas (BR-116) em ambos os sentidos, na altura do km 471, e a ERS-265, que liga São Lourenço do Sul a Canguçu, no km 9. Até as 11h40, a única morte confirmada pela Defesa Civil era a de um idoso de 80 anos que sofreu um infarto e não resistiu ao resgate. Em Turuçu, cerca de 200 famílias estão desabrigadas em função dos alagamentos, e pelo menos 15 pessoas aguardam resgate em cima de telhados, informou a Defesa Civil. Mais de 300 famílias ficaram em São Lourenço do Sul.
"Mais de 50% da cidade (São Lourenço do Sul), principalmente a zona urbana, está com água entre 2,5 m a 3 m de altura", informou o subchefe estadual da Defesa Civil, major Oscar Luis Moiano. Não havia eletricidade e ainda chovia na região por volta das 11h40 desta quinta-feira. Uma aeronave da Polícia Rodoviária Federal e duas da Polícia Militar realizavam os trabalhos de resgate.
"Estamos diante de um desastre", lamentou o vice-governador do Estado, Beto Grill, que desde as 6h participa da coordenação das operações de salvamento. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o prefeito em exercício de São Lourenço do Sul, José Daniel Raupp Martins, que ainda não tem balanço fechado sobre os danos da chuva ao município, estima que cerca de 20 mil pessoas foram afetadas somente na área urbana da cidade. "O rio São Lourenço se transformou em uma cachoeira e mais do que triplicou seu tamanho", disse.
A Ecosul, que administra a BR 116 na região, informou no final da manhã que parte da ponte sobre o Arroio Pinto havia caído enquanto equipes da concessionária trabalhavam na recuperação da cabeceira da estrutura. Os trabalhadores "foram surpreendidos por um novo evento, de proporções maiores", informou a Ecosul, em nota. Equipes da concessionária foram ao local para avaliar as consequências do acidente.
A Defesa Civil montou uma estrutura médica com ambulâncias em um campo de futebol da área central de São Lourenço do Sul. Pessoas resgatadas com quadro de saúde mais grave estão sendo levadas de helicóptero para os hospitais de Pelotas e Camaquã. As outras vítimas são conduzidas para um ginásio onde a prefeitura montou uma estrutura de alojamento com alimentação e atendimento à população.
A Polícia Rodoviária Federal recomenda aos motoristas que queiram transitar entre Porto Alegre e o sul do Estado, como alternativa à BR 116, as BRs 290 e 392. De acordo com a PRF, o desvio aumenta em cerca de 200 km a distância da viagem.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CCJ aprova regulamentação da profissão de historiador

Entrem e divulguem!!!!!!!! A vitória dos Historiadores!!!!
Ps: Parabéns para nós mamãe
Fonte: Revifé

Dia importante para nós historiadores!!!
A regulamentação da profissão de historiador foi aprovada, nesta quarta-feira (2), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece que a profissão de historiador poderá ser exercida pelos diplomados em curso de graduação, mestrado ou doutorado em História.
Entre as atribuições dos historiadores, o projeto (PLS 368/09) lista o ensino da disciplina no ensino básico e superior; o planejamento, a organização, a implantação e a direção de serviços de pesquisa histórica; o assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação.
A proposta já havia sido aprovada em decisão terminativaDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis., em março de 2010, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Mas a aprovação de emenda de Plenário do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e de requerimentos dos senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e do então senador Flávio Arns (PSDB-PR) fez a matéria retornar à CAS, bem como exigiu sua análise pela CCJ e pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
Relator do projeto na CCJ, Flexa Ribeiro recomendou sua aprovação com o acolhimento da emenda de Alvaro Dias.
A mudança proposta em Plenário simplificou uma das atribuições dos historiadores para a "organização de informações para publicações, exposições e eventos sobre temas de História".
O texto aprovado pela CAS detalhava os locais (empresas, museus, editoras, produtoras de vídeo e CD-ROM ou emissoras de televisão) de realização dessa atividade.
- O texto original do inciso que se pretende alterar era excessivamente detalhista e enumeratório, o que depõe contra a generalidade, clareza e precisão da norma - explicou Flexa Ribeiro em seu parecer.
O relator reconheceu o "relevante" papel exercido pelos historiadores na sociedade e considerou que a inexistência de uma regulamentação pode abrir esse campo a profissionais de outras áreas sem as qualificações necessárias para desenvolver um trabalho adequado com objetos e assuntos históricos.
Iara Farias Borges e Simone Franco / Agência Senado

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Rússia culpa Google por incitar turbulência no Egito

Fonte:Estadão.com.br

Por Agências
O vice-premiê da Rússia culpou o Google, em entrevista publicada nesta terça-feira, por incitar a população do Egito a se mobilizar na revolução que derrubou Hosni Mubarak do poder no país.
“Olhe o que eles fizeram no Egito, aqueles executivos do Google, olha o tipo de manipulação da energia do povo aconteceu lá”, disse o vice-premiê russo, Igor Sechin, ao Wall Street Journal.
Um comentário forte como este vindo de um dos assessores mais leais de Putin é um claro sinal da crescente preocupação no governo russo sobre o papel da Internet na agitação que está varrendo o mundo árabe.
Sechin não deu mais detalhes sobre suas preocupações. O executivo do Google Wael Ghonim se tornou heroi por acaso na revolta egípcia que levou à deposição de Mubarak.
Em contraste com a televisão estatal, a Internet na Rússia é consideravelmente livre e palco de críticas contra o premiê russo, Vladimir Putin, e o presidente Dmitry Medvedev e toda a elite russa.
A Rússia até agora tem evitado adotar restrições sobre a internet, mas analistas afirmam que há um grupo de linha duras próximo de Putin que gostaria que o país adotasse controles similares aos da China.
O presidente chinês, Hu Jintao, pediu no sábado por uma regulamentação mais dura de governos sobre a Internet e alertou importantes líderes do Partido Comunista de que a China está enfrentando agravamento de conflitos sociais que podem testar a capacidade do partido em manter controle firme sobre o país.

Itamaraty apela à Líbia para autorizar saída de estrangeiros


Brasília - O governo do Brasil apelou na noite desta segunda-feira ao presidente da Líbia, Muammar Khadafi, para que preserve o direito de livre circulação dos estrangeiros no país. Desde o fim de semana, a Embaixada do Brasil tenta retirar os brasileiros interessados em deixar a região, mas esbarra em dificuldades para a obtenção de autorização. Há cerca de 500 a 600 brasileiros na Líbia, a maioria trabalhando em construtoras privadas e na Petrobras.

“O governo brasileiro insta as autoridades líbias a tomarem medidas no sentido de preservar a segurança e a livre circulação dos estrangeiros que se encontram no país”, diz o comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

“O governo brasileiro tem a expectativa de que as autoridades líbias deem atenção urgente à necessidade de garantir a segurança na retirada dos cidadãos brasileiros que se encontram nas cidades de Trípoli e Benghazi”, acrescenta a nota.

Em meio às informações de organizações não governamentais de que o número de  mortos na Líbia pode chegar a 400, o Itamaraty recomendou que Khadafi busque o diálogo na tentativa de encerrar o impasse no país, acentuado pelas manifestações que ocorrem desde o último dia 15.

“Ao tomar conhecimento da deterioração da situação na Líbia, o governo brasileiro conclama as partes envolvidas a buscarem solução para a crise por meio do diálogo e reitera o repúdio ao uso da violência”.

As informações são da Agência Brasil

Capital da Líbia tem corpos nas ruas e disparos incessantes


Trípoli (Líbia) - A situação nesta segunda-feira em Trípoli é de máxima tensão, com corpos dispostos nas ruas e contínuos barulhos de tiros em vários bairros da cidade, inclusive de projéteis de artilharia pesada, relataram habitantes de várias áreas da capital.

Ao mesmo tempo, a maioria dos imames das mesquitas da Líbia rejeitou um discurso que tinha sido preparado pelo líder líbio, Muammar Kadafi, e pediu à população que saia às ruas para lutar contra o regime, segundo informaram testemunhas que compareceram às orações nos templos.

Na capital foram ouvidos disparos em diferentes bairros e um morador de uma dessas localidades afirmou que a área em que ele mora ficou sem eletricidade. De outra área residencial a nove quilômetros do centro de Trípoli foram ouvidos vários disparos de morteiro e de artilharia, segundo habitantes da região, onde um filho de Kadafi tem uma mansão.

Em Trípoli correm os rumores de que Kadafi e seus filhos fugiram do país, assim como outros sobre a morte de um dos principais conselheiros e braço direita do líder líbio. Na principal avenida do centro de Trípoli, os disparos foram ouvidos com frequencia.

Um trabalhador de uma empresa  petrolífera que foi expatriado nesta segunda-feira disse à Efe que no caminho para o aeroporto viu "vários corpos jogados nas ruas", uma versão que foi confirmada por outros moradores da capital.

O aeroporto de Trípoli se encontra em situação caótica, com centenas de pessoas tentando encontrar um voo para sair do país. Segundo fontes diplomáticas da capital líbia, esta noite pode ser crucial para o desenvolvimento dos eventos.

As informações são da EFE

Brasileiros ilhados em país mergulhado na barbárie

Fonte:Jornal O Dia Online


Aviões são proibidos de chegar à Líbia para resgatar trabalhadores de empresas do Brasil


Rio - O risco de guerra civil na Líbia é cada vez maior e ameaça cerca de 600 brasileiros que vivem no país norte-africano. Ontem, a revolta popular contra a ditadura de Muammar Khadafi chegou à capital, Trípoli. Há relatos de que militares teriam massacrado manifestantes com bombardeios aéreos. Na cidade de Benghazi, onde a situação é mais dramática, há 123 brasileiros. Entre eles, um carioca e sua família, isolados numa casa com cerca de 50 pessoas. Comida e água já começam a ficar escassas.
Foto: Arquivo pessoal
Roberto está com os filhos, Bernardo e Marina, e a mulher, na cidade em que o conflito é mais violento | Foto: Arquivo pessoal
Quase todo o grupo nesta cidade é de funcionários da construtora Queiroz Galvão. Até ontem à noite, o destino dos brasileiros permanecia incerto, uma vez que o governo fechou o espaço aéreo de Trípoli. Em toda a Líbia, os choques entre militares e manifestantes já teriam matado cerca de 400 pessoas. 

Corpos nas ruas

Ontem, a emissora de TV ‘Al Jazeera’ mostrou imagens de ruas de Benghazi, com corpos carbonizados, baleados, mutilados e esquartejados. É lá que está o biólogo carioca Roberto Roche Moreira, 52 anos, que há dois anos participa de obras de infraestrutura pela Queiroz Galvão no local. Com ele estão a mulher, Débora Kloeppel, e os filhos Bernardo, 5, e Marina, 16.

Segundo a jornalista Mariana Moreira, 27, filha de Roberto que está no Brasil, o grupo foi levado domingo para esta casa, na expectativa de embarcar para Trípoli. “Mas eles não conseguem sair porque as ruas estão tomadas de manifestantes, alguns armados de pedras e paus”, diz Mariana.

A Queiroz Galvão chegou a fretar voo para ir a Trípoli e, depois, voltar ao Brasil com os funcionários, mas militares que controlam o aeroporto não permitiram o resgate. Com dificuldades de contatar parentes — a Internet não funciona e os celulares só recebem ligação —, familiares no Brasil estão desesperados e pedem agilidade ao governo brasileiro.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o embaixador do Brasil em Trípoli, George Ney de Souza, pediu ao governo líbio que autorize a aeronave fretada a fazer o resgate. Ainda não há planos para que seja enviado avião da FAB, como pedem alguns dos brasileiros na Líbia.

Renúncias em série

O ministro da Justiça líbio, Mustafa Mohamed Abud Al Jeleil, e diplomatas no exterior renunciaram aos cargos devido ao uso excessivo de violência contra manifestantes. Militares na fronteira com o Egito estariam desertando e indo para o país vizinho, em que a ditadura de Hosni Mubarak foi derrubada há pouco mais de uma semana. Dois militares teriam fugido para Malta com seus caças por se recusarem a combater os protestos. Prédios do governo e da TV estatal foram incendiados. Coalizão de líderes muçulmanos líbios declarou que é “obrigação de todo muçulmano se rebelar contra o governo”.
Com Agências Internacionais

Polícia argelina reprime com violência protesto de estudantes

Argel (Argélia) - A polícia argelina utilizou a força para reprimir nesta segunda-feira uma concentração de estudantes que protestavam diante do Ministério de Ensino Superior em Argel, informou o site do jornal El Watan.
Foto: EFE
Violência está aumentando progressivamente durante as manifestações na Argélia | Foto: EFE
Centenas de estudantes provenientes de várias províncias do país reuniram-se diante da sede do ministério no início da manhã para exigir a derrogação de um decreto presidencial que reorganiza as titulações referentes ao ensino superior.

Dezenas de policiais usaram a força para tentar dissipar a manifestação, o que gerou enfrentamentos.

Devido à violência dos policiais, os estudantes afastaram-se da sede ministerial e decidiram bloquear a rua que conduzia para o local, informou o El Watan.

"Ficaremos aqui até alcançarmos o objetivo de nossa luta. Os golpes e a repressão não vão nos deter. Lutaremos até o fim", disse um dos manifestantes.

No domingo também foram registrados enfrentamentos entre os estudantes, em greve há duas semanas, e as forças da ordem, o que deixou ao menos 20 manifestantes feridos, segundo o jornal eletrônico Tout Sur l'Algerie.

As informações são da EFE